Há pessoas que passam a maior parte dos anos a ter-nos como garantidos em vez de se darem ao trabalho de nos conhecerem a sério. Conhecer mesmo, desde as pancas e gargalhadas aos podres e medos que nos acompanham. Depois surpreendem-se com certas atitudes ou maioritariamente expressões que observam quando estão connosco. Isto claro, porque vamos crescendo (fruto das inúmeras vezes que batemos com a cabeça e a minha testa já tem alguns hematomas valentes), as ideias vão-se clarificando e o espírito fica minimamente mais completo.
Mas apesar do crescimento, que nem sempre está relacionado com a idade, não significa que não me continue a apetecer fazer as coisas mais estúpidas do mundo, dar as gargalhadas mais estúpidas e fazer os sons mais estúpidos.
Isso é a essência de cada um e desculpem, para já, não vou mudar a minha. Não posso, não quero, nem consigo.
Por isso, por favor, mas daqueles pedidos que se devem ter em conta, não voltem a dizer-me coisas como "agora não te conheço" ou "tu não eras assim".
Isto é o que eu sou, melhor ou pior. Como em conversa há dias com o Q. "primeiro estranha-se, depois entranha-se"? Talvez.
Se não se entranha, não forces nem finjas.
Não percas o teu tempo e poupas-me a ilusão de que estou a ganhar o meu.